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quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Em qual mundo nossos filhos e netos viverão?

Durante décadas a expressão Desenvolvimento Sustentável (DS) ficou esquecida nos dicionários do mundo todo. Agora, com o aquecimento global a palavra que mais ouvimos é Sustentabilidade.

A impressão é de que o DS está presente somente no discurso de muitos governos e inúmeras empresas. Parece que as autoridades e executivos não querem ou ainda não sabem como crescer economicamente com desenvolvimento social e ambiental sustentáveis.

Os cientistas têm alertado... A mídia tem noticiado... Mas, na verdade, pouco tem sido feito em prol da redução das emissões dos gases de efeito estufa (GEE) para diminuir os efeitos do aquecimento global.

Será que ainda não são suficientes as terríveis e preocupantes previsões para um futuro próximo?

Nem a eminente escassez de água, o inevitável aumento da temperatura da terra, a desertificação acelerada, os degelos, a elevação do nível dos mares, a intensificação das tempestades e dos furacões, a extinção gradual e freqüente das espécies de animais, etc, etc, etc... É capaz de fazer o homem parar para refletir e agir antes que os danos à natureza possam ser irreversíveis e irreparáveis?

Como se não bastasse, um recente estudo elaborado por cientistas de várias instituições do Reino Unido e publicado na renomada revista científica britânica NATURE chama a atenção da comunidade internacional sobre mais um problema ocasionado pela emissão desenfreada dos GEE.

Essa pesquisa revela algo gravíssimo! Trata-se do acúmulo de ozônio superficial, o chamado troposférico, resultando no aumento da perda da capacidade das plantas de absorverem o CO2 (dióxido de carbono) em virtude dos poros das plantas ficarem obstruídos, potencializando, ainda mais, os efeitos negativos do aquecimento global.

Onde está a preocupação de nós adultos com as crianças que viverão neste mundo?

Onde foi parar o amor por nossos filhos e netos?

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Modelo de Gestão no Mercado do Etanol

O etanol passou a fazer parte da agenda política de inúmeros países. Até o maior defensor do combate imediato às causas do aquecimento global, o ex-vice-presidente americano, Al Gore, declarou recentemente que, "os biocombustíveis poderão ser parte da solução", porém destacou "os perigos que uma desenfreada política de incentivos a esse combustível poderá resultar na diminuição desnecessária dos bosques e da redução da oferta de alimentos no planeta".

Quando a comunidade internacional fala em etanol produzido a partir da cana-de-açúcar, a primeira palavra que vem a mente de todos é: Brasil! Isso mesmo! Nosso país é o único no mundo a deter toda a tecnologia para a produção desse Combustível Responsável e, de acordo com o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU), o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar é ambientalmente uma opção melhor do que aquele feito do milho, como nos EUA.

Entretanto, submerge o lado negativo da questão que, aliado ao pouco caso que o Brasil lida com a proteção e preservação da Amazônia (veja post um contra-senso irresponsável) - fato que nos coloca como o 4º maior emissor dos gases de efeito estufa (GEE) - são destacadas às condições insalubres encontradas na cadeia produtiva do etanol brasileiro (trabalho escravo, mão-de-obra infantil, exploração subumana dos trabalhadores, condições de trabalho prejudiciais à saúde e falta de assistência as comunidades próximas as usinas e canaviais) e também os danos que a atividade impõe ao meio ambiente por causa das queimadas.

Apesar da primeira certificação mundial feita, exclusivamente, para a cadeia do etanol ser brasileira e que deverá receber o Selo Grün Pass do Grupo Tüv, além do processo de elaboração de normas pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) para conceder o Selo de Sustentabilidade a partir de 2008, a gestão irresponsável do setor sucroalcooleiro nacional poderá ser o grande entrave para a expansão dos biocombustíveis, porque os agentes internacionais desaprovam um combustível responsável do ponto de vista ambiental e irresponsável do ponto de vista social (esses impactos sócio-ambientais serão debatido no evento Ethanol Summit a ser realizado nos próximos dias 4 e 5 de junho em São Paulo).

Mas, um grande exemplo está vindo de Alagoas e poderá ser um Modelo de Gestão Responsável a ser adotado por outras empresas do setor e até mesmo, passar a ser exigido pelos governos para contaminar todo o Mercado de Etanol nacional.

Trata-se da USINA CORURIPE fundada na década de 20 e proprietária de 356 mil hectares de terra no município de Coruripe-AL, sendo 7.500 hectares reserva florestal e, atualmente, 28.500 hectares são cultivados com 75% da área irrigada, resultando no corte de 3 milhões de toneladas de cana a cada ano, metade se transformando em etanol e a outra metade em açúcar.

A Usina Coruripe, gera energia limpa e renovável através do sub-produto do processo produtivo, o bagaço de cana, e as chaminés da geradora de energia são equipadas com filtros para seqüestrar o CO2 e assim, a usina não despeja uma só grama de dióxido de carbono na atmosfera. Além disso, já está em avançadas negociações para comercializar os seus créditos de carbono com um grupo da Inglaterra que deverá pagar R$ 6 milhões pelas 200 mil toneladas geradas até 2.012.

Como se não bastasse, a Usina Coruripe tem um trato diferenciado com seus mais de 3.800 cortadores de cana em época da safra. Veja só: antes do início da jornada, todos os trabalhadores fazem exercícios de aquecimento físico; os taliões de cana estão equipados com banheiro e água gelada; na hora do almoço, um local coberto para que todos possam comer na sombra, com o mínimo de conforto; e, as agrovilas contemplam quartos e banheiros coletivos para os funcionários, com enfermeira 24 horas por dia e médico duas vezes por semana.

Realmente, este é um exemplo a ser seguido... Parabéns, Usina Coruripe!

quinta-feira, 24 de maio de 2007

O mundo em outra proporção...

Para que você possa compreender como nosso mundo necessita urgentemente de mudanças estruturais e de iniciativas que visem a inclusão de milhões de homens, mulheres e crianças através de políticas públicas, ações responsáveis de empresas e instituições do terceiro setor e também do trabalho voluntário, vamos demonstrar alguns indicadores sociais proporcionais para um planeta com apenas 1.000 habitantes.

Veja só como seria:

  • 570 asiáticos, 210 europeu, 80 africanos e 40 americanos

  • 520 mulheres e 480 homens

  • 700 não seriam brancos e 300 brancos

  • 700 não seriam cristãos e 300 cristãos

  • 890 heterossexuais e 110 homossexuais

  • 60 deteriam 59% de toda a riqueza mundial e todos eles seriam americanos

  • 800 pessoas viveriam em condições subumanas

  • 200 sem acesso a água potável e 350 sem esgoto

  • 1 teria computador

  • 30 estariam desempregados, 2 em trabalho escravo e 40 crianças em trabalho infantil

  • 140 passariam fome

O dia 11/SET/2001 ficará marcado para sempre por causa dos atentados terroristas em Nova York que mataram mais de 3.000 pessoas. É unânime a afirmação que diz: "o mundo nunca mais será o mesmo após o 11 de setembro".

Entretanto, todos os dias, aviões da indiferença derrubam quatro torres gêmeas cheias de crianças vítimas da falta de água potável ou das doenças geradas por água contaminada.

Além disso, a cada 3 segundos um ser humano morre de fome em nosso planeta...

É preciso mudar o mundo? Evidente que sim... Precisamos construir uma sociedade mais justa e sustentável!

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Ele viu nossa realidade...

O satélite Envisat foi lançado pela Agência Espacial Européia (ESA) em 2002 e está tendo uma ambiciosa missão: fornecer medidas da atmosfera, do oceano, da terra e do gelo visando o monitoramento do aquecimento global, do grau de contaminação atmosférica e dos riscos de desastres naturais.

Seus objetivos estão sendo cumpridos... O Envisat já documentou a gravidade da extensão dos gases de efeito estufa (GEE) em nossa atmosfera.

A foto abaixo demonstra nossa triste realidade "azulada".

A reversão desse problema só depende de nós (governos, empresas e sociedade).

FAÇA ALGO!